<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4042966451298383737</id><updated>2012-01-25T04:11:52.026-08:00</updated><title type='text'>Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega</title><subtitle type='html'>Cabeceiras de Basto / Celorico de Basto / Mondim de Basto / Amarante</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cidadaniaparaodesenvolvimentonotamega.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4042966451298383737/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadaniaparaodesenvolvimentonotamega.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (MCDT)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04855082252243043020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4042966451298383737.post-3131602895260297636</id><published>2008-10-31T10:09:00.000-07:00</published><updated>2008-11-25T07:52:20.041-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;b&gt;MANIFESTO ANTI-BARRAGEM&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;b&gt;SALVAR O TÂMEGA E A VIDA NO OLO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Decorrido quase década e meia sobre os primeiros embates públicos com as iniciativas da &lt;em&gt;EDP, S.A.&lt;/em&gt; para, em território português, submeter o rio e o vale do Tâmega aos desígnios da hidroelectricidade, em Julho de 2008 veio o Instituto da Água, I.P. (INAG) adjudicar a concessão de cinco barragens na área desta bacia hidrográfica.&lt;br /&gt;Retomado o propósito empresarial da construção de mais 10 «grandes»&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; empreendimentos hidroeléctricos no país, o Governo actualizou uma antiga problemática relativa à designada «cascata do Tâmega», há muito receada na região. Ela resulta não só do contrato para construção da «Barragem de Fridão» pela &lt;em&gt;EDP, S.A.&lt;/em&gt;, mas ressurge em toda a sua amplitude com a adjudicação à eléctrica espanhola &lt;em&gt;IBERDROLA, S.A.&lt;/em&gt; da captação da água e construção de mais duas barragens no vale do Tâmega (Daivões e Vidago), e de outras duas em cursos afluentes (rio Beça – Padroselos, e rio Torno/Louredo – Gouvães). Ao todo, cinco «grandes» barragens a implantar a montante da cidade de Amarante.&lt;br /&gt;Usando recurso ao designado «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico» (PNBEPH) o aparelho de Estado – pela acção concertada da Direcção-Geral de Energia e Geologia/Ministério da Economia e Inovação com Instituto da Água, I.P./Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional –, encontrou fundamento para dar sentido às velhas aspirações de crescimento empresarial pulsantes nos poderosos mercados produtores e transportadores de electricidade. Simultaneamente, com este negócio da água do Tâmega e de seus afluentes, os cidadãos e o Baixo Tâmega estão arrastados para a fase terminal de um processo mercenário, aviltante, de implosão do vale e desregulação de toda a ordem sistémica natural, pela retirada das condições ambientais propícias à existência e à Vida, que importa saber e levar em consideração.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O INSTRUMENTAL «PROGRAMA NACIONAL DE BARRAGENS COM ELEVADO POTENCIAL HIDROELÉCTRICO»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Perante a Avaliação Ambiental do «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico» e dos concursos públicos subsequentes levados a efeito pela «Autoridade Nacional da Água»&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Instituto da Água, I.P.), ninguém pode deixar de constatar que este processo decisório usa recurso à plena artificialização do Tâmega e tem fins exclusivamente hidroeléctricos. Atendendo a esse objectivo, o «Programa» em execução assenta numa peça meticulosamente urdida em gabinete a partir de Lisboa, para dar sentido aos propósitos de crescimento empresarial que nas eléctricas eram tidos por desejáveis e definitivos muitos anos antes da realização do referido “estudo”.&lt;br /&gt;No entanto, a concessão dos licenciamentos recentemente atribuídos pela Autoridade Nacional da Água/Ministério do Ambiente para construção de mais cinco barragens hidroeléctricas na sub-bacia duriense do Tâmega, não leva em conta as classificações recaídas sobre o espaço regional e os recursos locais que vai afectar, nomeadamente:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeiro&lt;/strong&gt; – o leito do rio Tâmega e toda a rede hidrográfica é «reserva ecológica nacional» (REN)&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segundo&lt;/strong&gt; – a Bacia Hidrográfica do Tâmega é &lt;em&gt;«zona sensível»&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; em virtude de se «revelar eutrófica»;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terceiro&lt;/strong&gt; – o Plano de Bacia Hidrográfica do Douro&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; em vigor estabelece e classifica a sub-Bacia do Tâmega em:&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,255,255)"&gt;.....&lt;/span&gt; a) &lt;em&gt;«ecossistema a preservar»&lt;/em&gt; – o «rio Tâmega desde a confluência com a ribeira de Vidago até Mondim de Basto e principais afluentes: rios Olo, Covas e Bessa».&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,255,255)"&gt;.....&lt;/span&gt; b) &lt;em&gt;«ecossistemas a recuperar»&lt;/em&gt; – o &lt;em&gt;«sector superior: desde a fronteira até à confluência do rio principal com a ribeira de Vidago»&lt;/em&gt;, e o &lt;em&gt;«sector terminal: desde Mondim de Basto, confluência da ribeira de Cabresto, à confluência com o Douro»&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quarto&lt;/strong&gt; – as cabeceiras do rio Olo, até à proximidade de Ermelo (Mondim de Basto) é &lt;em&gt;«área classificada»&lt;/em&gt; do Parque Natural do Alvão, onde são proibidos os &lt;em&gt;«actos ou actividades»&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;«captação ou desvio de águas»&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. (Ainda que o PNBEPH, refira que a barragem de Gouvães «não afecta a integridade do SIC Alvão/Marão» (sic), contempla o transvase do rio Olo para o rio Torno (albufeira de Gouvães).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quinto&lt;/strong&gt; – a Bacia do rio Tâmega é &lt;em&gt;«zona protegida»&lt;/em&gt;, conforme a Lei-Quadro da Água&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sexto&lt;/strong&gt; – sobre o vale do Tâmega recai a classificação de &lt;em&gt;«corredor ecológico»&lt;/em&gt;, na categoria de &lt;em&gt;«zona sensível»&lt;/em&gt;, no âmbito do Plano Regional de Ordenamento Florestal do Tâmega (PROF T)&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, por promover &lt;em&gt;«a conexão entre áreas florestais dispersas, favorecendo o intercâmbio genético, essencial para a manutenção da biodiversidade»&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Considerando o meio físico e os contextos ambientais e sociais do Tâmega para os quais as cinco barragens estão projectadas, torna-se evidente que o «Programa Nacional de Barragens» foi produzido para, politicamente, justificar a construção de 5 (cinco!) grandes barragens de uma assentada na bacia do Tâmega, e outras tantas onde no país há condições físicas e interesse económico na sua exploração. Para tanto escamoteia conhecimentos não desprezíveis da realidade que opera, daí resultando insuficiente caracterização das causas naturais originárias de todos os possíveis cenários de risco:&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,255,255)"&gt;..... &lt;/span&gt;– omite a pré-existência da cidade de Amarante e da localidade de Fridão;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,255,255)"&gt;.....&lt;/span&gt; – ignora fundamentos geomorfológicos estruturais e estruturantes (condicionantes naturais); e&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,255,255)"&gt;..... &lt;/span&gt;– usa recurso ao impiedoso argumento de que «não há sobreposição a áreas classificadas».&lt;br /&gt;Senão, perante o quadro legal da Água e segundo o conceito de &lt;em&gt;«desenvolvimento sustentável»&lt;/em&gt; que o edifício jurídico tem por fundamento, como seria possível justificar ao país e à Europa da União a exploração exaustiva e massificada da água dos rios, as perdas patrimoniais efectivas locais e regionais, e os ganhos em privações ambientais e desarranjos biofísicos, insegurança e riscos para as pessoas, em particular no vale do Tâmega?&lt;br /&gt;Tendo por referência o «Programa Nacional das Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico», a conjuntura que o gerou e em que está a ser executado, o Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional passou a estar subordinado aos ditames da produção hidroeléctrica; o quadro legal define limites perfeitamente transponíveis; e a Autoridade Nacional da Água oferece provas insofismáveis de estar perfeitamente entrosada no processo. Mais apta a converter os recursos hídricos nacionais à luz dos interesses em presença do que na observância da lei e em concordância com os preconizados conceitos do &lt;em&gt;«desenvolvimento sustentado»&lt;/em&gt;, da &lt;em&gt;«utilização eficiente»&lt;/em&gt; dos recursos hídricos nacionais, e da &lt;em&gt;«gestão sustentável da água»&lt;/em&gt;, por respeito à necessidade em &lt;em&gt;«garantir um uso eficiente, racional e parcimonioso deste recurso»&lt;/em&gt; enquanto desígnio orientador «da política de gestão da água em Portugal», consagrado no «Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água» (PNUEA)&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;CONSEQUÊNCIAS DO «PNBEPH» PARA O TÂMEGA E O OLO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A adopção do «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico» pelo XVII Governo Constitucional vem determinar um momento conjuntural decisivo à vida no vale do Tâmega. Nomeadamente, impõe à região alterações induzidas despropositadas a partir da artificialização e descaracterização do caudal do rio e da paisagem do vale, e da desregulação dos regimes hídricos do Tâmega e seus afluentes, que se repercutirão directamente, de modo diferenciado, tanto na da vila de Mondim de Basto como na existência sobrevivente da cidade de Amarante.&lt;br /&gt;A adjudicação do licenciamento bilionário à construção de cinco barragens hidroeléctricas na bacia do Tâmega, levada a efeito pela «Autoridade Nacional da Água», configura uma acção de alienação improcedente da Administração, de absoluta mercantilização dos caudais dos rios Tâmega e Olo, de desrespeito pelos valores da paisagem e dos ecossistemas ribeirinhos, de aviltamento do valor multidimensional do recurso da água, de sonegação das condições de segurança à vida no vale e da ordem natural da bacia. Assim será com a construção da barragem que a &lt;em&gt;EDP, S.A.&lt;/em&gt;, há mais de duas décadas tem projectada – em projecto! – para construir em pleno leito do rio, na freguesia de Fridão (Amarante).&lt;br /&gt;A barragem a edificar em Fridão será uma «grande» construção betonada implantada em pleno leito fluvial, interceptando e retendo as águas do rio Tâmega 6 quilómetros a montante de Amarante, a uma altura de 110 metros superior à cota de assentamento do núcleo histórico da cidade. Das três grandes barragens adjudicadas para o vale do Tâmega, o escalão de «Fridão» é o que mais directa e imediatamente afectará a secção média-inferior do Tâmega compreendida entre os territórios dos concelhos de Mondim de Basto e Amarante, integrando o grupo de barragens de &lt;em&gt;classe I&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; pelos danos potenciais sobre a ocupação humana, bens e ambiente, associados à onda de inundação no vale a jusante.&lt;br /&gt;Por envolver predação de recursos e patrimónios inalienáveis, repercutindo inevitáveis reflexos locais e regionais na sociedade e no ambiente, igualmente nefasto será o transvase das águas do rio Olo (Lamas de Olo – Vila Real) para o rio Torno/Louredo (Gouvães da Serra – Vila Pouca de Aguiar). Esta medida contida no «Programa Nacional de Barragens», destinada a alimentar os caudais na barragem de Gouvães, será o bastante para inviabilizar a monumentalidade natural da paisagem das «Fisgas» de Ermelo, a «Zona de Pesca Reservada do Rio Olo»&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a agricultura e a moagem nas comunidades ribeirinhas, e a reactivação da Central Hidroeléctrica do Olo.&lt;br /&gt;Percebendo antecipadamente os desarranjos biofísicos, sócio-económicos, patrimoniais, psico-sociológicos e as privações que a artificialização causada pela construção das cinco projectadas barragens hidroeléctricas tenderão a introduzir em toda a extensão do vale e na bacia do rio Tâmega, estamos em condições de poder afirmar que este cenário criado à região Tâmega pelo XVII Governo Constitucional constitui uma investida madrasta, cega, rude e brutal sobre recursos naturais e culturais do país. Recursos, estes, inalienáveis e vitais para o vale e toda a região Tâmega e para o seu debilitado estado sócio-económico, que são muito mais potencialidades locais e regionais do que nacionais, cuja expressão máxima do seu valor reside nas comunidades humanas que lhe dão vida. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;OS PODERES NA PROBLEMÁTICA DA «BARRAGEM DE FRIDÃO/CASCATA DO TÂMEGA»&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Durante cerca de 14 anos conveio que caísse um véu de silêncio sobre a problemática «Barragem de Fridão/cascata do Tâmega», prosseguindo junto das mais altas instâncias do Estado até ganhar a configuração com que hoje se apresenta à região. Presentemente, no vale do Tâmega estamos confrontados com decisões do Governo que reflectem uma confrangedora falta de conhecimento da realidade, e de verdadeiro posicionamento e empenhamento das diversas instâncias do Poder Local visando a salvaguarda da integridade dos respectivos patrimónios e a segurança das suas populações, que se configuram valores absolutos consagrados na lei.&lt;br /&gt;Mais de um ano após as primeiras manifestações públicas de alerta sobre uma antiga problemática despoletada pela &lt;em&gt;EDP, S.A.&lt;/em&gt; nos primeiros anos da década de 1990, quanto ao tratamento que o assunto mereceu da parte dos municípios, a realidade não podia ser mais esclarecedora: nem informação, nem esclarecimento, nem atitude perante a Administração, nem diligência alguma de assinalar. O mutismo que se apoderou das instituições municipais e o dilacerante vazio documental em que se arrastam não deixam de testemunhar a passividade, o imobilismo, o relaxe, a displicência ou o comprometimento com este processo de alienação que recaiu sobre a água, o rio, o vale e a bacia do Tâmega, e que virá a determinar a implosão da ordem ecossistémica do vale do Tâmega e o aviltamento definitivo da segurança das populações ribeirinhas.&lt;br /&gt;Por força das suas competências em assegurar o cumprimento do Interesse Público local e regional, as entidades que mais deveriam estar inteiradas das consequências emergentes e disponíveis para informar os cidadãos, vivem desfasadas das realidades externas projectadas para a região, sugerem estar imbuídas de significativa falta de compreensão desta problemática e interesse pelas diversas abordagens possíveis, ou simplesmente gerem os desarranjos e as perdas passíveis de identificar previamente em conveniência de ocasião e compromisso de alguma ordem.&lt;br /&gt;Com a construção de uma «grande» central hidroeléctrica em Fridão (Amarante), as repercussões internas esperadas na região, nomeadamente para Amarante, Celorico e Mondim de Basto – traduzidas em perdas patrimoniais irreparáveis, degradação da qualidade ambiental, e indução dos factores de insegurança –, o Governo não pode e não deve colocar as pessoas no vale do Tâmega perante riscos induzidos, desmesurados e incomportáveis, submetendo uma das suas comunidades nacionais mais debilitadas a um contexto ambiental artificial deplorável. Em busca de um melhor ambiente para o planeta, esta política governamental de fomento energético tem propósitos consideráveis para o país – mais ainda para as produtoras e transportadoras de energia – descoberto o filão argumentativo das “energias verdes” ou “renováveis”, mas estes são conceitos em que não se encaixa a energia hidroeléctrica obtida em grandes barragens à custa de tamanhas privações ambientais e humanas criadas às populações da bacia do Tâmega.&lt;br /&gt;No contexto deste processo de alienação massiva, perverso, dos melhores recursos hídricos nacionais submetidos a fins exclusivamente hidroeléctricos, do património da paisagem do vale e da segurança das populações ribeirinhas do Tâmega, perante o quadro legal estabelecido a partir do conceito do &lt;em&gt;«desenvolvimento sustentável»&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;«gestão sustentável da água»&lt;/em&gt;, o Estado de Direito não pode configurar uma instância de natureza insensível ou de dimensão imaterial. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;RAZÕES PARA MOBILIZAÇÃO DAS POPULAÇÕES DO TÂMEGA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para as comunidades do Tâmega, a aplicação destas políticas públicas do Governo – que reflectem uma indecorosa falta de sensatez e respeito pela Vida neste plano local e regional, que alienam dessa forma irreversível os recursos naturais, a paisagem e o ambiente, que retiram a segurança e se constituem em ameaça às pessoas e à comunidade – estarão sempre em desconformidade com a ordem de valores e de progresso que a civilização preconiza e persegue. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Deste modo, &lt;strong&gt;denunciamos&lt;/strong&gt;: &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;o logro técnico recaído no «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico» adoptado pelo XVII Governo Constitucional, relativamente à bacia do rio Tâmega; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;a subsequente falácia que consubstancia a produção do documento «Declaração Ambiental» sobre o «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico», subscrito pelo Presidente do Instituto da Água, I.P. (INAG) e o Director-Geral de Energia e Geologia; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;o negócio dos rios e dos recursos da água de superfície pela Autoridade Nacional da Água/Ministério do Ambiente, com a concessão do licenciamento à captação de água e construção de cinco (5!) grandes barragens na bacia do Tâmega; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;a alienação massiva da água na bacia do Tâmega para o fim exclusivo da hidroelectricidade; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;a submersão e destruição definitiva das praias fluviais e da paisagem do vale do Tâmega construídas pelo rio; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;a artificialização e desregulação dos regimes hídricos do Tâmega e seus afluentes, na secção da rede hidrográfica situada entre os concelhos de Mondim de Basto e Amarante; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;o transvase do caudal do rio Olo (Lamas de Olo – Vila Real) para a barragem de Gouvães (Gouvães da Serra – Vila Pouca de Aguiar); &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;a retirada da água do rio Olo a jusante da captação, condição &lt;em&gt;sine qua non&lt;/em&gt; para a reactivação da Central Hidroeléctrica do Olo; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;o atentado à integridade monumental da paisagem natural das «Fisgas» de Ermelo (Mondim de Basto), e à respectiva área classificada do Parque Natural do Alvão; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;a destruição dos regadios e das condições naturais para a agricultura a e moagem tradicional no vale do rio Olo; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;a implosão dos ecossistemas ribeirinhos; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;a consequente degradação da qualidade das águas e do ambiente, com a transformação de meios lóticos em meios lênticos; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;a insegurança por exposição subordinante a riscos gerados pela construção das barragens a montante, tendo por localizações sobreviventes a vila de Mondim de Basto e a cidade de Amarante. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;As populações residentes na região do Tâmega estão conscientes dos valores patrimoniais ambientais, sociais e humanos patentes na área da bacia, nomeadamente na secção do território compreendida entre os concelhos de Mondim de Basto e de Amarante, que serão inexoravelmente afectados na sua integridade pela execução do «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico». São valores multigeracionais e condições da própria Vida no Baixo Tâmega que devem ser compreendidos pelo Estado como perenes e vitais, incomensuráveis e inestimáveis do ponto de vista de alguma aferição económica, não revertíveis em nenhum cenário de desenvolvimento que tenha como consequência a sua própria destruição.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por isso, &lt;strong&gt;exortamos os órgãos de soberania do Estado Português&lt;/strong&gt;:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;à consideração pelos objectivos da Organização das Nações Unidas (ONU) consagrados na «Declaração do Milénio»&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; quanto ao que a cada um dos seus estados-membros compete em &lt;em&gt;«pôr fim à exploração insustentável dos recursos hídricos»&lt;/em&gt;; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;à aplicação do «quadro de acção comunitária no domínio da política da água»&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, transposto para a ordem jurídica nacional ao fim de dois anos de incumprimento; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;à reconsideração da necessidade em &lt;em&gt;«garantir um uso eficiente, racional e parcimonioso deste recurso»&lt;/em&gt;, enquanto desígnio orientador da política de gestão da água em Portugal consagrado no «Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água»&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;ao cumprimento do quadro legal em vigor que estabelece «as bases e o quadro institucional para a gestão sustentável das águas», em concordância com o princípio do &lt;em&gt;«desenvolvimento sustentável»&lt;/em&gt;, onde a norma jurídica&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;[15]&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; toma alicerce; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;à revisão das medidas em curso para gestão dos rios e dos recursos da água recaídas na bacia do Tâmega com o «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico», da responsabilidade do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;ao respeito pelas populações residentes no Baixo Tâmega e pelos valores presentes no território que a bacia comporta; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;à manutenção da integridade do rio Olo, sem captação do seu caudal em Lamas de Olo (Vila Real) nem transvase para a barragem de Gouvães (Gouvães da Serra – Vila Pouca de Aguiar); &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;à retirada do escalão de Fridão (Amarante) do «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico»; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;à anulação da concessão para captação de água e construção de uma barragem hidroeléctrica em Fridão (Amarante), atribuída pelo Instituto da Água, I.P. (Autoridade Nacional da Água), à empresa Electricidade de Portugal, S.A. (EDP). &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,102,0);font-family:Arial Narrow;font-size:180%;"  &gt;&lt;b&gt;Pelo direito à vida no vale do Tâmega!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,102,0);font-family:Arial Narrow;font-size:180%;"  &gt;&lt;b&gt;Pelo Tâmega livre da pressão das barragens!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,102,0);font-family:Arial Narrow;font-size:180%;"  &gt;&lt;b&gt;Não ao transvase do rio Olo para a barragem de Gouvães!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,102,0)"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Narrow;font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;Não à Barragem de Fridão! Sim ao desenvolvimento da Região!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;__________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[1]&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Regulamento de Segurança de Barragens (alínea &lt;em&gt;a)&lt;/em&gt; – número 1 – artigo 2.º) – Anexo ao Decreto-Lei n.º 344/2007, de 15 de Outubro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;[2]&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro (alínea &lt;em&gt;a)&lt;/em&gt; – número 1 – artigo 7.º).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[3]&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Decreto-Lei n.º 93/90, de 19 de Março (Anexo I – alínea &lt;em&gt;a)&lt;/em&gt; – número 2).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[4]&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Decreto-Lei n.º 152/97, de 19 de Junho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[5]&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Decreto Regulamentar n.º 19/2001, de 10 de Dezembro (alínea &lt;em&gt;n) - &lt;/em&gt;Parte VI).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[6]&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Decreto-Lei n.º 237/83, de 8 de Junho (alínea &lt;em&gt;h)&lt;/em&gt; – número 1 – artigo 6.º).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[7]&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro (alínea &lt;em&gt;jjj)&lt;/em&gt; - artigo 4.º) .&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[8]&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Decreto Regulamentar n.º 41/2007, de 10 de Abril (alínea &lt;em&gt;b)&lt;/em&gt; – número 5 - artigo 10.º).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[9]&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Resolução do Conselho de Ministros n.º 113/2005, de 30 de Junho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[10]&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Decreto-Lei n.º 344/2007, de 15 de Outubro (número 4 – Anexo ao Regulamento de Segurança de Barragens).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[11]&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Portaria n.º 206/2008, de 25 de Fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[12]&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Resolução A/RES/55/2, de 8 de Setembro de 2000 (capítulo IV – n.º 23 – ponto 4.º).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[13]&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Directiva n.º 2000/60/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Outubro de 2000.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;[14]&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Resolução do Conselho de Ministros n.º 113/2005, de 30 de Junho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro (alínea &lt;em&gt;jjj)&lt;/em&gt; - artigo 4.º). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4042966451298383737-3131602895260297636?l=cidadaniaparaodesenvolvimentonotamega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidadaniaparaodesenvolvimentonotamega.blogspot.com/feeds/3131602895260297636/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4042966451298383737&amp;postID=3131602895260297636&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4042966451298383737/posts/default/3131602895260297636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4042966451298383737/posts/default/3131602895260297636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadaniaparaodesenvolvimentonotamega.blogspot.com/2008/10/manifesto-anti-barragem-salvar-o-tmega.html' title=''/><author><name>Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (MCDT)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04855082252243043020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
